quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Aqui jaz um homem que nunca foi amado.

É, a vida é mesmo supimpa. Cada vez mais me convenço que infelizmente vou morrer e não vou conseguir ser amado. “Aqui jaz um homem que nunca foi amado”.

O interessante é que tento sempre fazer as coisas tão certinhas, agradar a pessoa com quem estou da melhor forma possível, e o que eu recebo no final? Algo como um pedido de amizade. NÃO, de amigas já tenho o suficiente.

Em outras palavras, há sempre alguma bela desculpa que tenta explicar o por que não vamos dar certo.

Quem sabe o problema seja realmente comigo, eu talvez tenha esse pequeno problema, aversão ao amor. Tudo o que mais queria era isso: só uma pitadinha de afeto, para salpicar meu dia com momentos felizes. Isso é pedir muito? Não quero juras eternas de amor, pois sei que não será eterno e  não quero dedicação total, pois sei que ninguém é de ninguém. Quero apenas sentir por um momento que alguém gosta de min, de forma sincera.

O problema é que um dia eu talvez apenas canse de apanhar, e mude meu jeito de ser, seria isso o ideal? Me disfarçar de algo que não sou, para tentar conquistar algo que não me pertence? Até hoje tenho me recusado a acreditar nessa teoria que vai totalmente contra meus princípios.

Me pergunto apenas porque é tão difícil as pessoas entenderem que o amor é simples, não é preciso planejamentos e nem medo de se machucar, amar é justamente o contrário, é apenas deixar rolar, um dia depois do outro, sem se preocupar com o passado e muito menos com o futuro, dedicando apenas algum tempinho para uma pessoa que você julga especial.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

You are inside…

inside

domingo, 11 de janeiro de 2009

O Paradoxo da Espera do Ônibus

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

O paradoxo do tempo

Gostaria de compartilhar algumas considerações sobre o tempo, para isso peço que ao ler, você pare o que estiver fazendo apenas por alguns minutos e dedique-se à leitura.

Pare e lembre-se, em seus avós, ou talvez em seus bisavós, vamos simplesmente analisar como era um dia normal de trabalho para eles. Sua vó acordava bem cedinho, por volta das 5 horas da manhã, e tinha que esquentar a água para fazer o café de toda a criançada, na época as família eram enormes, uma família comum tinha por volta de 10 filhos. Então haja água para esquentar, para fazer isso sua vó aquecia a água no bom e velho fogão a lenha. Mas para que isso pudesse acontecer, seu vô no dia anterior havia apanhado e cortado a lenha. Após o café, seu avô ia trabalhar na roça, e tinha muito trabalho; nada de colheitadeiras, ou tratores tudo isso era feito a mão. Enquanto o vô arava, plantava ou colhia o alimento, a vó juntava a roupa da criançada, e ia lavar tudo isso para lavar no rio. Mas antes disse já deixava o fogãozinho a lenha pronto para preparar o almoço, e convenhamos apesar de simples, quem provou, pode confirmar que aquela é a melhor comida do mundo. Na parte da tarde sua vó tinha que passar a roupa, e lá ia ela colocar brasa no ferro. E anoite era aquela fila de irmãos para tomar banho de bacia e caneca com a água aquecida também pelo fogão a lenha. E era sob a luz de lamparinas que o vô contava uma boa história, algo do folclore ou então alguns ensinamentos religiosos, e ao anoitecer, bem cedo, todos iam dormir.

Agora vamos pensar no que nós vivemos hoje. A tecnologia nos permite fazer as mesmas coisas que nossos avós em muito menos tempo, esquentar a água? basta ir até o micro-ondas e colocar alguns minutinhos. Nosso banho é tão agradável e nós nem valorizamos o quanto um simples chuveiro é importante. Roupas sintéticas nem precisam ser passadas, e a diversão fica por conta da televisão ou Internet.

Mas isso não é um paradoxo? como é possível? Se temos tanta praticidade, ainda nos faltar tempo?

E a falta de tempo talvez nem seja o principal problema, nos tempos antigos as pessoas eram simplesmente mais felizes. Onde está o problema?

O problema está na diferença entre a palavra e a poesia.

A palavra é a objetividade, um manual de instruções, que lhe mostra como, onde e quando o que deve ser feito, enquanto que a poesia lhe oferece recursos para viajar na sua própria interpretação.

O que há de poesia em colocar um alimento no microondas?

Mas, e ao colocar um feijão pra cozinhar no fogão a lenha?

Definitivamente, o que nos falta é um pouco mais de poesia. Não, não é necessário comprar um fogão a lenha! É apenas necessário que você dedique parte do seu dia dando observando as simples coisas da vida, que normalmente passam desapercebidas. O que eu quero dizer com isso?

Quando eu apontar para o céu, não olhe para o dedo.

Um grande abraço.