domingo, 25 de novembro de 2007

Escute "Música"!

Ao som de "Tender surrender" tocada por seu criador Steve Vai, tento colocar em palavras qual o significado da música em minha vida.

Não precisa me conhecer muito para perceber que eu adoro música, e quando falo música, não falo somente de Heavy Metal, apesar de encontrar nele um ótimo refúgio, pelas harmonias e feelings musicais. Uma boa música quase sempre independe de um estilo, não sei se é preconceito, mas não consigo ver musicalidade em alguns estilos que caem na adoração do "povão". Uma boa música tem que ser composta por harmonia e melodias complementares, que quase sempre levam várias horas para serem compostas (com exceção dos gênios musicais). O problema da música POP é a facilidade com que as pessoas digerem qualquer coisa, sem se preocupar com letra, melodia, harmonia e nada disso, basta colocar bonitas garotas para dançar e um "batuque" mais ou menos, para que as pessoas caiam no delírio. Sinto muito mas eu não consigo me alienar e entrar na "onda da galera" para curtir as paradas de sucesso Sertanejo. Talvez por esse motivo eu tenha certa aversão às músicas populares. Música é algo que está em minha vida há muito tempo, nos primórdios de minha existência (pequenino gordinho) eu me entreguei a música estudando trompete, estudava sério mesmo, várias horas por dia, graças ao querido professor Gilson que nos puxava a orelha e nos fazia treinar. Toquei durante muito tempo na banda da minha antiga escola, mesmo na época já gostava de coisas menos "normais" um bom blues ou jazz inspirado claro pelos grandes trompetistas. E foi com o professor Gilson que aprendi também os primeiros acordes de violão, até então não tinha noção de harmonia, visto que, trompete é um instrumento melódico (só se toca 1 nota por vez).

Fiquei um bom tempo sem estudar nada, até hoje tenho meu trompetinho, mas não treino mais (instrumento de sopro é complicado, se fica um pouco sem tocar e já se perde toda a prática). Foi no ensino médio que conheci os meus melhores amigos, que me apresentaram ao mundo do metal, Ferdinando e Júnior (gêmeos por sinal). Comprei essa guitarrinha Swelter, baratinha só pra ver o que iria acontecer. Marcamos alguns ensaios que nunca davam em nada, era mesmo só barulho, mas foi inspirado nas habilidades do meu amigo Ferdinando que me empenhei em treinar, há pouco tempo investi um pouco mais e comprei uma Tagima K2 (Kiko Loureiro) e ai sim vi que... eu era ruim! hehe... Ferdinando tirando Malmstein e eu apanhando pra tirar uma base do Metallica, mas mesmo assim não desisti, entrei na aula com o glorioso professor Mikael, e estamos ai, tentando aprender alguma coisa. Em meio a todo o aprendizado, formei 2 bandas, uma no final do ano passado (faz 1 ano) minha querida banda chamada Pandora e os Lunáticos, um pessoal realmente fora do comum, adoro cada um deles de forma especial. E outra banda com um estilo Heavy Metal tradicional onde apesar de poucos ensaios tivemos um grande entrosamento e estamos preparados para continuar com os ensaios e com as composições. No resumo de tudo isso, hoje sou um krinha que simplesmente vive a música, não há como eu "pegar no tranco" se não tiver tocando uma boa música. Meu conselho é, escute música, mas escute uma BOA música.

Um comentário:

Anônimo disse...
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